sábado, 21 de Abril de 2007

Exploradores


Os Exploradores dividem-se em patrulhas de 4 a 8 elementos, cada patrulha adopta o nome de um animal, Totem, cuja silueta figura na bandeirola de patrulha. Cada patrulha adopta um grito e uma divisa de acordo com o totem. Também os Exploradores devem ter a sua divisa. No caso de Exploradores que passem para Pioneiros continuam sempre com a mesma divisa.
Cada membro da patrulha deve ter uma função (ex: Guia; Sub-Guia; guarda-material; tesoureiro; secretário; etc).
As actividades dos Exploradores designam-se por Aventuras.

Lema: "Alerta"Patrono: São JorgeIdade: Dos 11 aos 15 anosCor do Lenço: Verde debruado a branco


Tal como a sociedade em que vivemos, também o Grupo Explorador se encontra hierarquizado, não num sentido de autoridade absoluta do nível maior sobre o menor, mas num sentido de progressiva integração de contributos e desenvolvimentos que não só contribuem para o crescimento e desenvolvimento do/a jovem, como para o crescimento e desenvolvimento da comunidade, mais ou menos alargada, a que pertencem.


A Patrulha é a célula básica de funcionamento do Grupo, e não é em vão que este surge da reunião e diversidade das Patrulhas que o integram. É, portanto, um elemento fundamental (para não dizer o mais importante) dentro do esquema pedagógico em que nos movemos, pois dá vida à Unidade, articula-a e constitui um âmbito educativo e de participação privilegiada para o Escuteiro.


Na Patrulha cada um tem o seu papel e tem a possibilidade de poder expressar-se. Só nela tem sentido falar de responsabilidades, de relações, de cooperação,...O Escuteiro pode descobrir, através do seu funcionamento quotidiano, valores de liberdade, amizade, democracia...
Para isso procura-se que a Patrulha tenha vida interna. Uma Patrulha não se constitui só sobre o papel, mas toma corpo na acção, através das Missões da Patrulha, actividades autónomas que ela se encarrega de realizar. Abreviadamente, pode-se dizer que não há Patrulha sem missão.

A Patrulha, composta por um pequeno grupo de Exploradores, é:
Coeducativa: isto é, integrada tanto por Exploradores como por Exploradoras numa proporção o mais equilibrada possível. As Patrulhas mistas, serão formadas por um mínimo de dois elementos do mesmo sexo. Compete aos Dirigentes do Grupo decidirem em contrário, caso lhes pareça mais conveniente a separação por sexos. O projecto coeducativo do nosso Movimento deve cimentar-se desde as Unidades básicas.


Estável: a Patrulha deve ter uma certa duração, uma certa permanência, que facilite a coesão entre os seus membros e o desenvolvimento daqueles valores que pretendemos que promovam (amizade, colaboração, funcionamento democrático...). A Patrulha deve ser algo mais que uma mera divisão da Unidade, para o tempo que dura uma Aventura ou uma actividade concreta (acampamento, missão, etc.).
Para que a Patrulha seja uma entidade activa na comunidade maior a que pertence, o Grupo deverá funcionar através de alguns elementos que lhe são próprios:
- Reunião da Patrulha
- Símbolos da Patrulha
- Canto da Patrulha

Neste contexto surgem diversas instituições reguladoras do funcionamento do Grupo, a saber:
- Guia de Grupo (designado de entre os Guias de Patrulha)
- Equipa de Animação, constituída por "irmãos mais velhos" e que integra os Dirigentes e Caminheiros em fase de ligação (responsáveis pelo bom funcionamento do Grupo)
Os elementos institucionais a seguir descritos têm muita importância se forem vistos na sua óptica educativa.
É na forma de os fazer funcionar e na utilidade que se lhes dá, que o/a jovem aprenderá um certo tipo de relações sociais ou outras.
O Agrupamento e o Grupo representam a sociedade, mais ou menos próxima. Sentir-se membro pertencente a ele, dá-lhe um sentido de pertença, de responsabilidade, de solidariedade e também de segurança.


A Patrulha é a "família" mais próxima, porém entre iguais. Para com ela será exigido o cumprimento dos compromissos e dela se receberá autorização para as Aventuras que permitirão medir as próprias forças.
Dar importância à autonomia da Patrulha é ajudá-los a crescer e proporcionar-lhes um espaço onde exercer a sua responsabilidade.


Estes elementos institucionais são estáveis e permitem o funcionamento dos seguintes órgãos:
- Conselho de Grupo: (órgão deliberativo);
- Conselho de Guias: (órgão executivo);
- Conselho de Aventura: (órgão executivo);
-Conselho da Lei: (órgão jurídico ou judicial).
Estes elementos institucionais permitem e favorecem uma aprendizagem democrática, já que representam os três poderes em que se baseia a nossa sociedade. Neles estão sempre representados os Exploradores, com mais ou menos incidência e segundo o seu grau de responsabilidade.

Os dois elementos complementares são os seguintes:
- Oficinas (atelier's);
- Comissões.
Actividade Típica de Secção
Nesta idade começa a ser de particular importância a vivência em grupo. O sente necessidade de encontrar um círculo de amigos, de se reunir com eles, de jogar em grupo, de sentir emoções fortes, enfim de sonhar com grandes aventuras.
Assim, a Equipa de Animação deve motivar o aparecimento de várias Aventuras, que incluirão pequenas expedições, grandes e pequenos jogos, actividades de ar livre e muitas outras coisas.

- A Aventura
A Aventura é o elemento místico que preside à Unidade dos Exploradores, e toda a mística tem o seu ambiente, os seus relatos, as suas personagens, os seus ritos, etc.
Na Secção dos Lobitos, a mística assenta na base de "O Livro da Selva"; é uma proposta em ordem ao fantástico. Nesta Secção evolutiva, dos 10 aos 14 anos, é necessário um ambiente místico real ou que possa ser real; centra-se na ideia da descoberta. É a descoberta das suas próprias possibilidades pessoais, exercitadas mediante a descoberta do seu envolvimento geográfico.
- As Características da Aventura
A Aventura deve ser:
Autêntica: Que suponha ser uma actividade com certo risco a superar.
Adequada: Para que as suas possibilidades evolutivas tendam a superar-se, porém, sem descurar as possibilidades de êxito.

Ambiente "selvagem": Nesta Secção a Natureza cria muitas possibilidades de Aventuras, que fomentam algumas aprendizagens básicas de destreza e de organização, sem recusar o ambiente urbano que também tem possibilidades de descoberta social.
- Estrutura e funcionamento da Aventura
Tal como já foi dito, a Aventura é toda a vida da Unidade. Esse espírito ou ambiente da Aventura concretiza-se em determinadas actividades. Depende do grau de maturidade do Grupo, ou seja, da rodagem em anos anteriores, da experiência dos responsáveis, do meio sócio-educativo dos componentes da Unidade, que estas actividades surjam da iniciativa dos Exploradores, ou sejam bem induzidas, ou propostas pelos responsáveis.
Estes preferirão propor oficinas para realizar as aprendizagens ou actividades curtas e muito animadas para entrar em rodagem. Prepara-se assim o terreno para uma Aventura concreta.
Esta surge quando uma série de ideias flutuam no ambiente do Grupo. Ideias que apareceram depois das Patrulhas terem realizado uma série de actividades e algumas aprendizagens concretas, e, assim, se vêem capazes de empreender algo mais forte, mais interessante. Algumas vezes, pode surgir o "clarão" e criar-se uma motivação; outras, são os responsáveis que criam o ambiente preciso, para que as possam idealizar.


A estrutura da Aventura baseia-se nestas quatro fases, resumidamente:
1ª Fase: EscolhaApresentar, idealizar, criar, inventar, sensibilizar, eleger...
2ª Fase: PreparaçãoPlanificar, organizar, aprender, enriquecer, testar...
3ª Fase: RealizaçãoViver o projecto, a acção, os jogos, as competições...
4ª Fase: AvaliaçãoAvaliar, celebrar, festejar, agradecer...
Nesta Secção é necessário oferecer aos rapazes e raparigas uma proposta de progresso ao seu alcance, que seja credível e realizável e, em resumo, realista.
No nosso estilo de progresso "pessoal" interessamo-nos pelo progresso de cada um dos jovens. Para o poder analisar será imprescindível que nos situemos tanto nas áreas em que potenciaremos este progresso, como no nível que o jovem deve alcançar em cada área.
O progresso pessoal será: progressivo, individual, alcançável, animado, estimulado e inspirado na Lei do Escuteiro.


Propostas de progresso para a Secção
As propostas de progresso devem abarcar umas tantas fases concretas, para que o educador possa, durante esse percurso, valorizar o jovem a crescer em cada uma delas.
Com base nas finalidades do Escutismo - pólos educativos ou áreas de desenvolvi-mento - as etapas do Sistema de Progresso da II Secção encontram-se divididas em dez áreas, a saber:
Saúde/Socorrismo
Desenvolvimento Físico
Cultura/Comunidade
Natureza/Vida em campo
Técnica
Prevenção e Segurança
Arte e Expressão
Os outros e a B.A.
Vida da Associação/Patrulha

Vivência da Fé
que se desenvolvem ao longo do tempo de permanência nesta Secção, organizado da seguinte forma:
Fase de Adesão ao Movimento e à Secção (integração)
1ª Etapa - Insígnia de Bronze/Autonomia

2ª Etapa - Insígnia de Prata/Responsabilidade

3ª Etapa - Insígnia de Ouro/Animação

Todos estes estádos de progresso têm como suporte:
Lei Princípios
Promessa
Lema e têm como complemento o programa das Insígnias de Competência.
Mística
A mística da II secção inspira-se na figura de S. Jorge, o padroeiro da secção. Era um grande militar, que defendeu a filha do Rei de ser comida pelo dragão (lenda de S.Jorge). O explorador aprende a conhecer e a amar a natureza, a ser auto-disciplinado e auto-sufciente, a adaptar-se ao meio ambiente em que vive e a repeitá-lo, assim como a todas as outras pessoas. A vida de um explorador é exclusivamente dedicada à natureza: fazem acampamentos, jogos...
A Mística desta Secção está inspirada, por um lado, nesse grande personagem, tantas vezes descrito por BP no "Escutismo para Rapazes" e em tantos outros escritos, que é o Explorador, e, por outro lado, nos Heróis do Povo de Deus.
Ao escolhermos estes personagens como pedras angulares da Mística desta Secção, tivemos em consideração as necessidades e as aspirações dos jovens de hoje, e os objectivos educativos do Escutismo e da Igreja.
Os Heróis do Povo de Deus
A par dos exploradores, os Heróis do Povo de Deus ajudam a enriquecer a proposta educativa para os pré-adolescentes e adolescentes do CNE. As aventuras que as suas vidas encerram particularmente a do Patrono, S. Jorge, são um elemento catalisador, para que as actividades sejam fortemente marcadas por uma dinâmica que vai permitir ao pré-adolescente a descoberta do Homem, criado à imagem e semelhança de Deus.
A introdução deste novo elemento na Mística da Secção, permite que a formação religiosa do pré-adolescente e do adolescente seja mais objectiva, isto é, que ela tenha um suporte subjacente, facilmente materializável em modelos portadores de valores universais como:
- A vivência em comunidade;- A comunhão de bens;- A unidade;- A espiritualidade;- O serviço;- A humildade;- A fraternidade;- O desprendimento/a disponibilidade.

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